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Onderstaand artikel is gepubliceerd in/published in: Cores do Globo, Newsletter No. 5, Jan 2006


Monsanto




Monsanto é, por enquanto, o maior produtor mundial de sementes geneticamente modificadas, e domina entre 70 a 100% do mercado da soja, do algodão, da trigo e do milho. A empresa é também um dos maiores violadores dos direitos humanos, em termos de controlo dos recursos alimentares, de acesso à terra e saúde.

Esta empresa impulsiona a monocultura, que consiste em semeargrandes extensões de terra com uma única cultura. Esta prática acaba com a agricultura de subsistência e destrói as terras aráveis, ao diminuir a qualidade dos solos e dos recursos hídricos durante anos, privando o solo de importantes nutrientes. A empresa inunda países como México, Índia e Brasil com produtos baratos, modificados geneticamente, baixando assim o preço dos produtos agrícolas – o que resulta na migração de milhões de trabalhadores rurais que, impossibilitados de competir, são forçados a emigrar para cidades, a trabalhar àjorna ou a partilhar colheitas.

Monsanto é a maior produtora do herbicida glyphosate, vendido sob o nome de Roundup. Apesar de se vender aos pequenos agricultores como pesticida, prejudica as culturas a longo prazo jáque as toxinas se vão acumulando nos solos. As plantas podem atétornar-se inférteis, forçando assim os agricultores a comprar as sementes geneticamente modificadas que são resistentes ao herbicida, as Roundup Ready Seeds. Cria-se assim um ciclo de dependência de Monsanto, pois os agricultores acabam por precisar quer do pesticida quer da semente que lhe resiste. Ambos os produtos têm patentes, e são vendidos a preços inflacionados.
Roundup Ultra, uma versão do pesticida que não se encontra no mercado, emprega-se frequentemente na fumigação de áreas de produção agrícola ilícita. Contudo, assim como destrói plantações de droga, destrói também culturas de subsistência como a banana ou o café. Foi provado que a exposição ao pesticida provoca cancro, problemas de pele, abortos espontâneos, nascimentos prematuros e prejuízos nos sistemas gastrointestinal e nervoso.

Segundo o India Committee of the Netherlands e o International Labor Rights Fund, a Monsanto também recorre ao trabalho infantil. Na Índia, estima-se que 12.375 crianças trabalhem na produção de sementes de algodão para os agricultores pagos por companhias indianas e por empresas transnacionais, entre as quais Monsanto. Muitas crianças morreram ou ficaram gravemente doentes por terem sido expostas aos pesticidas.

Quem está a lutar contra:
Food First: http://www.foodfirst.org/
GM Watch: http://www.gmwatch.org/
GRAIN: http://www.grain.org/front
India Resource Center: http://www.indiaresource.org/
Institute for Agriculture and Trade Policy: http:/www.sustain.org
Movimento dos Sem Terra: http://www.mstbrazil.org/
Organic Consumers' Association: http://www.organicconsumers.org
Via Campesina: http://www.viacampesina.org/


Complete edition newsletter: Cores do Globo, Newsletter no 5 - Janeiro de 2006

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India Committee of the Netherlands / Landelijke India Werkgroep - 5 februari 2007